Seu amigo, o gerente do banco
14 de julho de 2010 – 19:02 | Sem comentários

Quando pergunto às pessoas a quem elas recorrem quando querem se informar ou tomar uma decisão sobre investimentos, a maioria responde “ao meu gerente de banco, afinal, ele, ou ela, é a ‘pessoa’ do mercado …

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13º salário, vilão ou aliado?

Publicado por Prosperare on 15 de dezembro de 2009 – 21:443 Comentários

13As festas de fim de ano aproximam-se e com elas a euforia das compras. É presente para a mulher, para os filhos, para a sogra, para o chefe e até para o cunhado. E quando você se dá conta, a conta corrente já estourou e você entrou no cheque especial ou gerou uma fatura enorme no cartão de crédito para o próximo mês. Mas você está tranquilo. Afinal, vem por aí o velho conhecido dos assalariados – o 13º salário. Se por um lado ele parece um alento, por outro pode se tornar um grande vilão da sua vida financeira.

Deixe-me explicar. Eu gosto do 13º salário. Sou militar da reserva da Força Aérea e recebo minha renda extra, em dois momentos, metade em junho e metade em dezembro. Isso, para mim, é ótimo, mas para muitas pessoas, é péssimo. Calma de novo. Não estou falando do dinheiro recebido, e sim do problema que pode ser provocado pela forma de receber e de usar o 13º salário.

Isso porque ele cria o mau hábito, entre a maioria dos assalariados, de não se planejar para absolutamente nada. Aquele papo de “não é necessário se organizar, tudo se resolverá quando o 13º chegar”. Uma verdadeira dependência. Com esse pensamento, pega-se empréstimos ou adianta-se o recebimento do 13º com a rede bancária – quando ele de fato chegar, vem a recuperação, acredita-se.

Contando com o 13°, não se faz planejamento e provisão financeira para os presentes de fim de ano, a ceia do Natal, a roupa nova do réveillon, a viagem de férias. Vira o ano e se conta com ele para a compra do material escolar da garotada e para pagar o IPTU e o IPVA. “Planejamento é bobagem, usarei a “girafa” (meu pai chamava assim o seu 13º) para pagar todas essas despesas”, pensa o assalariado.

A essa altura você já deve ter feito contas e percebido que o 13º não vai render até o começo do ano, naturalmente. E não acontece só com você. Observe a quantidade de reportagens sobre o assunto. Eu mesmo, em novembro, fui entrevistado por dois periódicos, um de Brasília e outro de São Paulo. Os temas, respectivamente, foram: “O que fazer com o 13º?” e “Como resolver as despesas ‘extras’ de fim e início de ano?” A resposta à primeira questão é simples: utilize-o para pagar dívidas e, se não der para quitar todas, antecipe o máximo das prestações, da última para a primeira. Para a segunda, mais simples ainda: quem disse que essas despesas são extras? Se até mesmo as reportagens sobre esse tema são iguais a cada ano, por que as despesas não o são? Logo, ao passar por essa fase de gastos concentrados, planeje-se mês a mês, para as despesas previstas – e não extras – para o fim do ano e início do ano seguinte.

E se você não fez o planejamento para este fim de ano e não dispõe de uma reserva, ainda tem chance de acertar na Mega-Sena ou de pedir ajuda ao Mandrake ou ao David Copperfield para não se enrolar no começo de 2010.

Quanto ao 13º salário, penso que ele deveria ser pago em 12 suaves parcelas mensais. Quem sabe, a população passaria a se planejar melhor e deixaria de contar com ele para resolver todos os seus problemas, transformando-o num verdadeiro aliado.

3 Comentários »

  • O pior de tudo é a mídia empurrando a população a torrar o 13º. Não vejo em nenhum lugar um uso criativo e/ou uma sugestão para se planejar e alcançar algo maior com essa renda. Todo ano é a mesma coisa, as matérias anunciam que o 13º vai servir pra pagar as dívidas do povo, num mundo ideal isso não aconteceria.

    Abraços.

  • natalia disse:

    Parabéns pelo artigo, o site está muito legal e serve para nos orientar e não nos afundar com 13°salário!!!

  • Erikson Andrade disse:

    Bem no início de 2009, procurei o Dr. em finanças pessoais Rogério Olegário da Prosperare, pois, apesar de ganhar bem há 10 anos, eu não via meu dinheiro render, muitas das vezes, inclusive, até não sobrar. Isso tudo com o “agravante” de ser solteiro e, como dizem na minha terra, ‘não ter um pinto para dar comida’.

    Pois bem, passados 11 meses após a primeira consulta, encontro-me totalmente equilibrado financeiramente, com uma boa reserva financeira, fazendo coisas que até então eram rara (teatro, viagens, restaurante caros,curso de línguas, ajuda à familiares etc).

    Além disso, tenho planos já em prática para aposentadoria, compra de imóvel, enfim tudo que desejo para mim em um futuro próximo.

    Ah, meu décimo terceiro? Em 2011, vou para a França passar 30 dias em uma escola de aperfeiçoando a língua!!!

    Parabéns, Rogério, seus serviços de finanças pessoais são excelentes, práticos, verdadeiros e humanos!!!

    Sucesso!

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